• Fabiano Barreto
    Fabiano Barreto
    2015-03-17

    Me fez lembrar dos 200 milhões de gastos militares para a ocupação da Maré, entre outras aberrações... No Brasil é assim, vale lutar contra tudo, contanto que a desigualdade social permaneça intacta.

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  • change-a-rina
    change-a-rina
    2015-03-17

    exato, esse é o ponto que me assusta muito mais do que a as imagens aberrantes (que sim, são sinistras também) da turma da "intervenção militar". o que realmente está definindo essa politização de uma enorme quantidade de pessoas rivais é uma tendência absolutista e conservadora, que é simétrica entre as duas forças: um discurso de preservação/restauração da ordem contra um(a) invasor/usurpadora tentando destruir a nação. aceitar essas narrativas vindo da esquerda como sendo manifestações legítimas de esquerda é o real perigo, mas infelizmente está claro que a cama reacionária já foi feita sorrateiramente na esquerda... difícil é desfazer isso agora, no meio da guerra.

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  • change-a-rina
    change-a-rina
    2015-03-17

    digo isso pensando também sobre esse montante e como a discussão do tráfico é tratado... é argumentado como uma questão militar, de soberania nacional sobre o território, completamente apartado de qualquer origem ou implicação social. ou seja é uma guerra contra inimigos da nação também, um invasor na pátria atrapalhando a ordem e o progresso...

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  • Fabiano Barreto
    Fabiano Barreto
    2015-03-17

    Sem dúvida, ambos os casos são preocupantes, mas essa mobilização baseada no analfabetismo político, na conversão do ódio em elemento estruturante da ação política me parece um tanto mais preocupante, pois os atores, ao menos numa primeira impressão, se encaixam no perfil sociopata da autoproclamada "gente de bem". Isso se confirmando, ficará mais fácil entender porque a polícia foi tão cordial com os grupos de manifestantes Brasil afora: a violência, ou melhor, o desprezo pela vida será a ligação umbilical entre eles. E, nesse cenário, a esquerda já vai sangrando logo na largada. Se o ativismo e a militância progressistas não elaborarem juntos um plano pedagógico de direitos humanos eficiente, capaz de superar a vulgaridade midiática da simples defesa de direitos de criminosos, certamente 2015 será um ano difícil, abrindo caminho pra um mergulho numa situação de dilaceração do tecido social cada vez mais sombria.

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  • change-a-rina
    change-a-rina
    2015-03-18

    é verdade, uma batalha dura. mas parte do sucesso da repercurssão dessa visão rasa promovida pela mídia tem a ver com a difusão meio caótica (mas diversificada e ampla) de narrativas das várias direitas militantes ideologicas. elas popularizam exemplos de contradições das esquerdas mais visíveis e criam novas linhas de raciocínio que ganham um certo senso de confirmação na hora que a mídia, defendendo interesses empresariais-partidários, se engaja em campanhas sujas e objetivas como essa que estamos vendo. o cenário é muito, mas muito desfavorável....

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  • Fabiano Barreto
    Fabiano Barreto
    2015-03-18

    Pois é, e se continuar esse clima de lazer de domingo, com a polícia fazendo a segurança dos manifestantes, os grupos à #esquerda encontrarão dificuldade crescente de adesão popular. Afinal, quem não quer participar de rituais de linchamento de reputação de espécimes da classe #politica sem tomar banho de spray de pimenta e porrada da polícia? Não vou problematizar as inconsistências e contradições, mas o fato é que a Syriza e o Podemos se tornaram fenômenos políticos arrebatadores porque conseguiram capturar todo um arco de 'sentimentos' compartilhados em rede. No nosso cenário, o anarquismo vem tentando uma espécie de recuperação histórica (não tem lastro social), o autonomismo é uma proposta exótica mesmo entre ativistas e militantes progressistas e os partidos de esquerda patinam num cartesianismo e numa fragmentação ambos profundamente degenerativos. E nenhum desses entes expresssou, até o momento, um ímpeto de aglutinar esses sentimentos aliados a uma base teórica, cunhando uma força transformadora a partir daí. O pior de tudo é que a sobrevivência com base num relacionamento afetivo sempre foi grande trunfo da #direita brasileira para com a população. Examine-se esse cenário e a sua afirmação torna-se completamente angustiante: a situação é "muito, mas muito desfavorável" mesmo. Dado o contexto, o #pt não mergulha na crise sem carregar toda a esquerda junto.

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